Postura

Uma palavra que me diz tanto e sobre a qual trabalho há tantos anos, postura, a atitude ou posição do nosso corpo no espaço. E porque falar sobre postura em pediatria? Porque a postura reflete a nossa estrutura, com tudo o que a constitui, inclusivé as tensões e bloqueios, e começa a ser definida desde o período de gestação. Constitui uma resposta ao meio, ao que fazemos, à gravidade. Um bebé começa a condicionar a posição do seu corpo ao espaço desde o útero. Está limitado pelo corpo da mãe, pela barriga, ou até pelo seu irmão gémeo. Depois vai explorando o corpo e as suas capacidades em função do espaço que tem para se mover. Tudo o que o limita participa na “construção” sua postura. Um bebé que passe horas preso numa espreguiçadeira só poderá explorar o seu corpo nessa posição. 
Mas não são só os bloqueios externos que o condicionam, são também os internos. As faltas de mobilidade de uma articulação, a tensão das fáscias diminuem a mobilidade do corpo, o seu desenvolvimento. É aqui que entra a osteopatia, e também a fisioterapia. Avalia, indentifica, percebe aquele corpinho e liberta-o para fazer o seu trabalho livremente, para crescer saudável. 
Em pediatria acho particularmente útil a avaliação postural para dar ferramentas aos pais, à família, para uma correta a estimulação.
A pediatria vai até aos 18 anos. Na adolescência muitos são os problemas posturais que se associam a factores psicológicos e sociais. Maminhas a crescer, amigos mais baixos, novas tecnologias. Nestas idades, para além da Osteopatia, a postura pode ser trabalhada com uma técnica muito eficiente, a RPG (Reeducação Postural Global) com a qual trabalho desde 2007.

Vamos cuidar da postura dos miúdos? 🙂

Deixe um comentário