Plagiocefalia. Para os Pais. A minha verdade.

Gostava que não fosse esta a minha opinião mas é. A plagiocefalia é uma assimetria da cabeça cada vez mais frequente. Para prevenir a morte súbita começámos a deitar os nossos bebés de barriga para cima e bem porque diminuiu muito o número de bebés que é vítima desse acontecimento tão cruel. Contudo, os bebés passam agora muito tempo com a parte de trás da sua cabecinha apoiada (osso occipital) e o número de plagiocefalias aumentou.

Não é só um problema estético, embora também o seja, sendo a estética algo importante. É também um problema funcional. A plagiocefalia, pela assimetria, aumenta a probabilidade de aparecimento se alterações na visão e de más oclusões, promove o aparecimento de escoliose e tende a atrasar o desenvolvimento sensório-motor do bebé. Muitas das crianças com plagiocefalia não tratada tendem a ser menos coordenadas, equilibradas, a ter um esquema postural mais pobre.

Não, não se trata uma plagiocefalia com apenas uma sessão. A duração do tratamento varia em função do caso, da progressão.

A plagiocefalia quando não tratada tende a piorar nos primeiros 6 meses, altura em que o bebé passa mais tempo deitado. Estes primeiros meses são também aqueles em que o tratamento é mais eficaz, porque as suturas ainda não se fecharam e por isso há mais margem para trabalhar.

Sim, o tratamento é exigente para os pais. O posicionamento é fundamental na melhoria da plagiocefalia.

Hoje queria dizer-vos isto.

Há tudo a fazer, mas é fundamental um rastreio precoce, uns pais motivados e o tratamento certo.

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