OSTEOPATIA

“A osteopatia utiliza as técnicas de manipulação manual para a prevenção, o diagnóstico e tratamento. Respeita a relação entre corpo, mente e espírito, na saúde e na doença. Enfatiza a integridade estrutural e funcional do corpo e a sua capacidade intrínseca para se auto-curar.” (Lei n.o 45/2003, de 22 de agosto)

A Osteopatia (Osteon – osso e Phatos – sofrimento que vem de dentro) é uma abordagem muito completa de diagnóstico e terapia manual que se centra nas alterações de mobilidade dos vários tecidos do corpo, utilizando conhecimentos da anatomia, fisiologia e biomecânica.

O grande objectivo da Osteopatia é harmonizar o individuo, intervindo em disfunções estruturais, crânio-sacras e viscerais, partindo do princípio que a alteração da estrutura se repercute na função dessa mesma estrutura.

Andrew Taylor Still (1829-1917), medico norteamericano criador da Osteopatia, definiu 4 princípios sobre a qual esta se alicerça:

  • A estrutura governa a função;
  • A unidade do corpo, isto é, o corpo funciona como um só, indivisível e em relação;
  • A autocura – o corpo tem a capacidade de se autocurar através do sistema imunitário e neurovegetativo, desde que estes mecanismos estejam livres. A função do osteopata é descobrir a disfunção, tratá-la e deixar que o organismo se auto-regule (Find it, fix it and leave it alone)
  • A lei da artéria – um bom aporte sanguíneo das estruturas é a base da saúde. Se um tecido não está a ser bem vascularizado, mais tarde ou mais cedo, os sintomas aparecerão.

Os doentes com as patologias/sintomas abaixo discriminados beneficiam de uma abordagem osteopática:

  • Patologia da coluna (hernias e protusões discias, whiplash, lombalgias/dorsalgias/cervicalgias, cervicobraquialgias, ciatálgias, torcicolos);
  • Disfunsões viscerais (ex: hernia de hiato, problemas digestivos, obstipação, patologia pulmonar, transtornos circulatórios);
  • Cefaleias, Enxaquecas, Vertigens, Tonturas;
  • Problemas de ATM (articulação temporo-mandibular – “articulação do maxilar”);
  • Dores musculares, articulares ou tendinosas (tendinopatias/tendinites), localizadas, difusas ou referidas (de uma víscera por exemplo);
  • Entorses e outras lesões músculo-esqueléticas;
  • Sintomatologia que surge após um acidente, uma queda ou uma extração dentária;