A roupa como potencial limitador de mobilidade e desenvolvimento

Tenho escrito várias vezes sobre estruturas que limitam o movimento do bebé e que devem ser excluídas da nossa casa (aranhas/voadores), utilizadas por curtos períodos (espreguiçadeiras) ou para cumprir apenas a sua função. O ovinho não é local para sestas ou para “estar”, mas é sem dúvida para utilizar no transporte de bebés no automóvel, sendo a forma mais segura até hoje inventada de transporte. 

Hoje gostaria de vos fazer refletir sobre a roupa que os bebés usam. Passamos nove meses a mergulhar nas águas da barriga da nossa querida mãe, sem estas duplas e triplas camadas e chegando a hora de nascer acabou. Já repararam como eles ficam felizes despidos, se a temperatura for quentinha, ou como choram para se colocar as mangas?
Não, não estou a desincentivar o uso de roupa. Acho no entanto importante que a roupa seja tendencialmente confortável, pouco apertada, para que o bebé se possa mover. Há roupa linda e justa que não é apertada atenção! O mesmo em relação ao uso de sapatos. Quem é o bebé que não se tenta ver livre de sapatos e meias assim que o calçamos? Para quê apertar os pezinhos do bebé? Para quê calçar precocemente um sapato muito estável quando o que ele precisa é de ganhar estabilidade e só avançar para o patamar seguinte quando estiver preparado. 
Chamo particular atenção para os babygrows. Tantas vezes o tamanho é o adequado mas quando se pega no bebé ao colo este sobe e os pezinhos ficam apertados, sobre pressão do tecido. No pano/mochila ergonómica o mesmo acontece.

Lindos mas confortáveis pode ser? 

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